O câncer de próstata vem afastando cada vez mais os homens do ambiente de trabalho no Brasil. Segundo dados da Secretaria de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, a doença foi o motivo do afastamento de 6,8 mil trabalhadores no ano passado, um aumento de 25% em comparação a 2015 (que somou 5,4 mil casos de absenteísmo relacionados à doença). Além disso, de 2008 a 2018 foram totalizados mais de 60 mil afastamentos do trabalho pelo mesmo motivo.

O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente na população masculina, atrás apenas do de pele. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta o registro de 68,2 mil novos casos no País a cada ano. Assim, se torna cada vez mais necessário abordar o tema, foco da campanha “Novembro Azul” e que ainda enfrenta certa resistência entre os homens.

Com isso em mente, a equipe da Nova Saúde promove ações constantes de orientação aos colaboradores das empresas clientes sobre os cuidados com a saúde e a importância do diagnóstico precoce da doença. “Nosso maior foco com este programa é acompanhar o bem-estar dos funcionários, propor exames preventivos e garantir maior segurança no ambiente organizacional da empresa”, explica Valdemar Batista Jr., CEO da Nova Saúde.

“Já em casos de trabalhadores em tratamento do câncer de próstata, acompanhamos todo o período de afastamento do trabalho, prestando auxílio psicológico e orientações médicas personalizadas para o indivíduo. Isso é possível por meio do programa de gestão de afastados, no qual é monitorada cada situação, proporcionando mais conforto ao colaborador desde o afastamento até o retorno às suas atividades laborais”, complementa o executivo.

Considerada uma doença silenciosa, o câncer de próstata tem entre seus sintomas a dificuldade em urinar, a presença de sangue na urina e necessidade de ir ao banheiro várias vezes ao dia. Além do toque retal, mais comum, outros dois exames permitem a análise de presença de tumor: o exame de PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico), feito por meio da coleta de sangue, e a ressonância magnética.

Homens que fazem exames periódicos têm de 80% a 90% de chance de cura, de acordo com o Ministério da Saúde.